Florzinha

Ana estava voltando da escola numa segunda-feira preguiçosa, quando se deparou com uma florzinha amarela entre duas lajotas de cimento da calçada. Era uma florzinha pequenininha, bem fraquinha, mas lá estava ela firme, brigando com o concreto para viver.

Aninha continuou andando, até porque estava na hora do almoço e ela estava com fome, mas continuou pensando na florzinha. Em casa, almoçou, tomou banho, fez a lição de português e uma pesquisa de história. Bem na horinha que ela tinha acabado a pesquisa, D. Marília chegou em casa.

- Aninha, vamos comigo na padaria?

- Vou sim, mãe.

No caminho elas passaram de novo pela florzinha. Aninha olhou e ela estava lá, ninguém tinha pisado nela. Compraram o pão. Na volta:

-Mãe, olha que florzinha bonita.

-É mesmo, Aninha. Veja como é a natureza, minha filha, nasceu uma flor no meio do cimento.

-Mãe, vamos levar ela lá pra casa? Aqui ela vai morrer, ninguém cuida dela.

A mãe sorriu. Como seria bom que existissem mais Aninhas nesse mundo.

1 Comentário »

  1. Andarilho Disse:

    É, a gente olha, pensa, mas depois vai embora.


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