Ana estava voltando da escola numa segunda-feira preguiçosa, quando se deparou com uma florzinha amarela
entre duas lajotas de cimento da calçada. Era uma florzinha pequenininha, bem fraquinha, mas lá estava ela firme, brigando com o concreto para viver.
Aninha continuou andando, até porque estava na hora do almoço e ela estava com fome, mas continuou pensando na florzinha. Em casa, almoçou, tomou banho, fez a lição de português e uma pesquisa de história. Bem na horinha que ela tinha acabado a pesquisa, D. Marília chegou em casa.
- Aninha, vamos comigo na padaria?
- Vou sim, mãe.
No caminho elas passaram de novo pela florzinha. Aninha olhou e ela estava lá, ninguém tinha pisado nela. Compraram o pão. Na volta:
-Mãe, olha que florzinha bonita.
-É mesmo, Aninha. Veja como é a natureza, minha filha, nasceu uma flor no meio do cimento.
-Mãe, vamos levar ela lá pra casa? Aqui ela vai morrer, ninguém cuida dela.
A mãe sorriu. Como seria bom que existissem mais Aninhas nesse mundo.
Andarilho Disse:
on Outubro 7, 2008 at 1:24 pm
É, a gente olha, pensa, mas depois vai embora.